quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nova fase!

Oi, quanto tempo que não passo por aqui! Hoje estou aqui para contar sobre uma nova fase da minha vida, agora já com 30 anos e com um novo vôo na minha carreira. Sou vice-diretora agora, muitos desavios e desavenças, comandar pessoas não é nada facil, principalmente crianças e adolescentes rebeldes e marginais (no sentido literário da palavra) à margem de tudo que a sociedade deveria lhes oferecer. A desmoralização da minha profissão é crescente, no caminho inverso do salário, as vezes corro até risco de morte dentro da escola. São ameaças de morte, agressões verbais, algumas físicas, desrespeito, e o que mais me choca é o olhar de odio que vejo em alguns deles. Tenho momentos de alegrias e até satisfação pelos éxitos alcançados, mas são tão poucos e pequenos, que não acho que estamos dando passos para um futuro melhor na educação desse país. A escola não consegue alcançar os avanços tecnológicos, informáticos e de comunicação, e ficam pra trás com o giz, quadro negro e mimeografo. Falta de lazer, cultura e esporte, são decisivos para o fracasso escolar. Temos que oferecer a esses alunos uma válvula de escape para extravasar as dores desde cedo sofridas.

sábado, 18 de abril de 2009

Oh palavrinhas dificeis, LIVRE ARBÍTRIO, o direito de escolha só deveria ser dado quando nós reivindicamos, ou quando estamos prontos pra fazer escolhas conscientes.


Veja como a vida é fácil para a criança, os pais decidem tudo de importante para ela que só faz escolhas como: a hora de ir ao banheiro, quando chorar, falar o que pensa. Já a vida do homem começa a piorar quando essas palavrinhas mágicas começam a ser usadas, como saber o que é melhor, alguns dizem que só se sabe errando, mas o que se faz quando olhamos pra trás e só achamos erros. A vida nós leva pra caminhos que nem imaginávamos e o caminho está longo demais pra voltar atrás.

Impossível se livrar desse direito, pq se ñ escolhermos, ficamos estacionados e a vida segue. No mundo só existe dois tipos de pessoas, aquelas que agem e se arrependem do que fez, ou aquelas que ñ agem e se arrependem do que ñ fez. Com certeza eu sou daquelas que passam a vida se arrependendo do que ñ fez, ou seja, fracassada! Passar a vida se lamentando só trás motivos para continuar se lamentando e passamos a culpar os outros pelo nosso fracasso
Não gosto do que fui, do que sou, e do que me tornarei. Me formei num curso que ñ tem nada haver comigo, trabalho num emprego que detesto e que além de tudo paga pouquíssimo depois de tanto estudo, casei com um homem que ñ tem nada do príncipe dos sonhos de garota, vivo numa casa caindo aos pedaços num bairro pobre e violênto de Feira de Santana, e sou péssima mãe, ñ dou o amor necessário a um menino ativo e saudável de 6 anos. Como posso me orgulhar do que sou? Sem amigos e diversão, trancada em uma casa que virou prisão domiciliar, sinto que estou passando pela vida e ñ vivendo. Rogo a Deus que me envie um milagre que me faça mudar de atitude!!!